segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

AC/DC: entrevista com os fãs será exibida na PlayTV

Por Adriana Farias | Em 06/12/09 | Fonte: PlayTV

A equipe de reportagem da PlayTV esteve no dia 27 de novembro, no estádio do Morumbi, para gravar o drops Pop Up sobre o show do AC/DC.

Além de trechos de imagens da tour, a matéria é composta por entrevistas com os fãs do grupo, que contam como conheceram a banda australiana, o que fariam se tivessem a oportunidade de subir no palco do show, explicam porque o AC/DC é considerada uma das maiores bandas do mundo por continuarem na ativa após 36 anos e criticam o boato espalhado de que após a “Black Ice World Tour”, o vocalista Brian Johnson deixaria o grupo para se aposentar.

O Pop UP sobre o AC/DC você assiste hoje, dia 06/12, às 18h e às 22h no canal 86 da SKY ou via streaming no site
http://www.playtv.com.br.

No dia 23 de novembro, a equipe de produção da PlayTV inaugurou o blog “Bastidores PlayTV” (http://blog.playtv.com.br/producao). A proposta é contar como funcionam as externas para os shows e festivais, além de explicar o que rola por trás das gravações dos principais programas da emissora.

Crematory: nova música do grupo está disponível

Traduzido por Emanuel Seagal | Em 06/12/09 | Fonte: Blabbermouth

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"Infinity", nova música da banda alemã CREMATORY, pode ser conferida na página da banda no MySpace:

http://www.myspace.com/crematorymusic

A faixa carrega o nome do novo álbum do grupo, que será lançado em fevereiro de 2010. O CD terá uma ou duas músicas em Alemão e uma cover para "Black Celebration" do DEPECHE MODE.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Zakk Wylde: "me tornei quem sou bebendo e tocando guitarra"

Traduzido por Thamirys Layla | Em 06/12/09 | Fonte: TodayOnline.com

Christopher Toh, da coluna Poparazzi do TodayOnline.com, postou a segunda parte de sua entrevista com Zakk Wylde, do Black Label Society, realizada antes e depois da performance do guitarrista em Cingapura, no dia 1º de dezembro. Um trecho da conversa pode ser lido abaixo.

Poparazzi: Você pode nos dizer o que fez de você o homem que é hoje - um dos maiores mestres da guitarra?

Zakk: "No que diz respeito à música, tocar com Ozzy. Eu comecei com ele quando eu tinha 19 anos, tenho 42 agora. E, obviamente, a música é como sexo, não há quem não goste de música. Comecei quando eu tinha uns 8 anos, eu só queria fazer as coisas normais que as crianças fazem, e praticava na guitarra. Mas depois do verão eu parei de tocar. Quando eu tinha 14 anos, comecei a pegar a guitarra novamente. E eu vi um cara, ele tinha cabelo comprido, estava bebendo cerveja e tocando violão. E eu pensei, 'eu quero ser como ele'. Eu estava tocando em bares em Nova Jersey, e esse cara me viu e disse: 'Ei, você nunca pensou sobre tocar para Ozzy?' Ele conhecia esse cara chamado Mark Weiss, e ele deu uma fita minha para a mulher de Ozzy, Sharon. Me mandaram para Los Angeles para uma audição, e eu borrei minhas calças. E o Ozzy disse: 'Zakk, faça-me um favor, toca com seu coração, mas mude sua roupa de baixo - e não faça suas necessidades nela'. E foi assim que eu comecei. Ainda continua sendo deste jeito. Portanto, bebendo cerveja e tocando guitarra, foi assim que eu me tornei o homem que eu sou hoje".

Poparazzi: Você tocou "Eruption" (VAN HALEN). Que outros artistas tem como influências?

Zakk: "Obviamente Eddie Van Halen, ele é um ponto de referência. Randy Rhoads foi o maior pra mim, ainda é. Claro, Jimi Hendrix. Frank Marino, Robin Trower, todos os caras do Lynyrd Skynyrd, Tony Iommi, Jimmy Page... Como eu tenho mais técnica na guitarra, eu escutei Al di Meola, John McLaughlin, Paco de Lucia, um guitarrista flamenco que é simplesmente insano. Eu aprendi alguma coisa com todos, com exceção de Mark".

Poparazzi: Você me levou à Terra dos Sonhos, e agora eu quero tocar guitarra como você. Você pode me dizer como fazer isso?

Zakk: "Muita cerveja! Brincadeira! É a mesma coisa: muita prática. Sempre praticar com alguém melhor do que você".

Slayer: “relação com Mustaine é estritamente profissional”

Traduzido por Karina Detrigiachi | Em 06/12/09 | Fonte: Blabbermouth

Dave Lombardo, baterista do Slayer, recentemente concedeu uma entrevista ao site Noisecreep e abaixo podem ser conferidos alguns trechos da conversa:

Sobre o recente furor que ele causou, oferecendo algumas aulas de bateria ao Lars Ulrich, baterista do Metallica, que ainda não aceitou a oferta:

Lombardo: "Oh, cara. Não, ele não aceitou. Sim, mas tudo não passou de uma piada, não realmente como uma piada, mas eu só estava brincando.”

Como o Tom [Araya, baixista/vocalista do SLAYER] está se recuperando da cirurgia?

Lombardo: "Eu falei com ele ontem, o que foi estranho.
Eu só peguei o telefone e pensei, 'Eu vou ligar pra esse cara’. Ele atendeu, e ele está bem melhor. A dor que ele estava sentindo durante a turnê se foi. As injeções ajudaram. Então, dessa maneira ele poderia ficar melhor e voltar à estrada. Porque nós sentimos falta dele".

Você está ansioso para iniciar a turnê com o Megadeth como uma oportunidade de se entender com eles?

Lombardo: "Bem, Eu acho que se nós nos socializarmos com eles um pouco mais, talvez possamos recuperar um pouco do passado. Mas realmente não há essa interação. Eu recentemente falei com o [Dave] Mustaine apenas por um pouco mais do que - cinco minutos, dez minutos - e foi isso. E isso foi no Japão quando estávamos tocando no festival Loud Park. Não é uma amizade entre amigos como a maioria das pessoas imaginam. É algo estritamente profissional".

Para ler a matéria completa (em inglês) acesse este link.

Obituary: assista ao trailer de novo DVD da banda

Por Emanuel Seagal | Em 06/12/09 | Fonte: Regain Records

Confira abaixo o trailer de "Live Xecution - Live @ Party.San Open Air 2008", novo DVD do OBITUARY, já disponível pela Regain Records.


World Painted Blood - Slayer

Por Fernão Silveira | Em 06/12/09

Não que o SLAYER precise provar alguma coisa para alguém, mas os caras acertaram a mão (de novo!). Em "World Painted Blood", recém-lançado trabalho do seminal quarteto thrasher da Bay Area, encontramos um dos melhores discos de 2009. Conciso (11 músicas e menos de 40 minutos), moderno e brutal, trata-se de um trabalho facilmente comparável – em termos de qualidade, e não em tentativa de cópia de um passado de glórias, diga-se de passagem – a obras-primas como "Reign in Blood" (1986) ou "Seasons in the Abyss" (1990).

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Seria injusto classificar "Diabolus in Musica" (1998) e "God Hates Us All" (2001) como álbuns ruins, embora eles estejam alguns degraus abaixo de "Christ Illusion" (2006), que marcou a volta de Dave Lombardo aos tambores do SLAYER. Mas é evidente que "World Painted Blood" recoloca Tom Araya (baixo e vocal), Kerry King (guitarra), Jeff Hanneman (guitarra) e Lombardo no nível de excelência que eles merecem. Eis um thrash metal como manda a cartilha que eles, METALLICA, MEGADETH, ANTHRAX e outros bastiões ajudaram e escrever na Califórnia dos anos 80.

"World Painted Blood", a música, abre o disco de forma magistral. Não é exagero dizer que esta é uma das melhores compostas pelo Slayer em anos. De cara, ao ouvir as guitarras de King e Hanneman em duelo infernal, já se pode perceber que os trabalhos no estúdio e a produção executiva do onipresente Rick Rubin fizeram muito bem à banda. "Unit 731", que vem na sequência, mata a saudade de fãs afeitos à pegada grindcore de "Undisputed Attitude" (1996). E "Snuff" nos ajuda a recordar o quanto Lombardo é bom atrás do set de bateria.

"Beauty Through Order", com sua coloração altamente doom, é uma das melhores do CD, além de mostrar o quanto a banda se sente confortável em passear pelas mais diversas vertentes do metal. "Hate Worldwide", "Public Display of Dismemberment" e "Psychopathy Red" mostram que não é preciso mais do que três minutos de pauleira para encaixar uma letra profunda, solos alucinados, bateria em altíssima rotação e um vocal que parece socar o seu estômago – receita básica do melhor thrash metal.

O desfile de excelência prossegue em "Human Strain", "Americon" e "Not of this God" (outra digna de lugar em qualquer "Best Of"). E uma boa surpresa fica por conta de "Playing with Dolls", sombria e inquietante, que dá nome ao curta-metragem de animação produzido por Mark Brooks – filme inspirado e baseado nas músicas do disco, encartado como DVD bônus da versão especial americana. Show de bola!

Para seguir o caráter conciso e econômico de "World Painted Blood", vale a pena fechar este review com uma descrição sucinta: ótimo.

"World Painted Blood" – SLAYER

World Painted Blood
Unit 731
Snuff
Beauty Through Order
Hate Worldwide
Public Display of Dismemberment
Human Strain
Americon
Psychopathy Red
Playing With Dolls
Not of this God

Gravadora: American Recordings (importado)

Van Halen: David Lee Roth lança quadros pintados por ele

Traduzido por Thamirys Layla | Em 06/12/09 | Fonte: Van Halen News Desk

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O site Van Halen News Desk informou que David Lee Roth recentemente lançou dezenas de seus próprios desenhos e obras de arte, que ele chama de "originais autênticos e imitações incompetentes". Ele os definiu como "uma resposta oficial para a pergunta 'o que você faz no seu tempo livre?'".

O vocalista do Van Halen sempre se dedicou à arte. Ao longo de toda a sua vida, enquanto faz turnês pelo mundo, você pode encontrá-lo rabiscando sobre praticamente qualquer coisa - setlists, rota de tour, partes do corpo feminino, etc.

Ele sempre foi uma parte importante no lado visual do Van Halen, e sempre tentou fazer um espetáculo "parecido com os sons da música". Ele desenhou roupas de palco, fez fotografias aéreas, veio com a coreografia de palco, etc. Ele também tinha uma mão na concepção dos tourbooks e criava algumas das suas camisetas. Portanto, não estamos surpresos de agora ter um pouco mais da confirmação de que ele é um artista verdadeiramente talentoso.

As imagens podem ser vistas, e até mesmo impressas em alta qualidade, em seu web site, DavidLeeRoth.com.

Ratos de Porão: Gordo assina contrato com a Rede Record

Enviado por André Nascimento | Em 06/12/09 | Fonte: Folha Online-Ilustrada

Na última quarta-feira, João Gordo assinou contrato com a Rede Record por três anos e fará parte do programa "Legendários", que vai ser apresentado pelo também VJ da MTV Marcos Mion e irá ao ar em 2010.

Gordo, que estava na MTV desde o ano de 1996, fará um quadro de entrevistas com autoridades e políticos em Brasília.

Rock In Rio: AC/DC novamente no Brasil em 2011?

Por Lucas Hubl | Em 06/12/09 | Fonte: Billboard Brasil

A revista Billboard Brasil traz em sua edição de novembro o AC/DC na capa, uma bela matéria de 10 páginas contando um pouco da história da banda e da Black Ice Tour.

Mas é em outra matéria, na página 10 da mesma edição, onde aparece uma informação interessante para todos os fãs da banda dos irmãos Young, pois numa rápida entrevista com Roberto Medina, quando perguntado sobre o Rock in Rio que deve acontecer em 2011, no Rio de Janeiro, ele diz: "O AC/DC está muito bem atualmente", diz Medina, no que foi interpretado pela revista como sendo "fé nos velhinhos".

Mas talvez aquela fantástica noite, de 27 de novembro de 2009 no Morumbi, não tenha sido a última vez do AC/DC no Brasil...

Ronnie James Dio: quer enviar email ou cartão ao vocalista?

Enviado por Monika Reeve | Em 06/12/09 | Fonte: Fan Site Black Sabbath.com

De acordo com uma postagem em Black-Sabbath.com, os fãs podem enviar cartões ao lendário cantor de heavy metal Ronnie James Dio (DIO, HEAVEN & HELL, Black Sabbath, RAINBOW), através do fã clube oficial:

Dio Fan Club
12400 Ventura Boulevard, Suite 624
Studio City, CA
91604

Além disso, se você quiser enviar um e-mail para Ronnie, você pode fazê-lo através do email: getwellronnie@black-sabbath.com. Após um curto período de tempo, o webmaster Joe Siegler irá imprimi-los e passá-los a Ronnie e sua esposa / manager Wendy Dio.

Ronnie James Dio foi diagnosticado com os estágios iniciais de câncer de estômago e está recebendo tratamento.

Led Zeppelin: disco ao vivo e coletânea em caixa com 4 LPs

Por Tony Aiex | Em 06/12/09 | Fonte: blog Tenho Mais Discos Que Amigos!

A Rhino Records está com uma nova versão de sua loja online, muito mais moderna, de fácil navegação e com destaque a alguns itens muito bacanas. Uma banda clássica que tem produtos em destaque por lá é o Led Zeppelin.

O disco ao vivo "The Song Remains The Same" está sendo vendido em uma edição especialíssima, uma caixa com 4 LPs de 180 gramas e com áudio remasterizado.

Outro álbum que ganhou edição em vinil quádruplo foi “Mothership”, coletânea “Best Of” da banda, lançada originalmente em 2007 em CD e agora em sua versão em vinil.

Por último, a caixa “Definitive Collection” também está à disposição. São 10 CDs que representam réplicas de toda a discografia da banda, com encartes que reproduzem a mesma arte que vinha nos LPs quando foram lançados originalmente.

O link para fotos e todos os detalhes está logo abaixo:

http://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/?p=3134

sábado, 5 de dezembro de 2009

Os covers mais inusitados da história

Por Thiago (El Cid) Cardim | Em 05/10/07

Reza a lenda que, depois que surgiu a primeira banda de rock, imediatamente apareceu uma segunda disposta a tocar covers da anterior. O fato é que, piadas infames à parte, as versões fazem parte constante do mundo da música hoje e sempre. São passagens inevitáveis, tornando-se parte da discografia oficial ou momentos marcantes de shows ao vivo. Mesmo os grandes medalhões não resistem a revisitar seus grandes mestres e influências ao tocar covers de clássicos que mudaram suas vidas – ou, quem sabe, a dar nova cara (e por vezes até conteúdo) a canções de artistas radicalmente diferentes, apenas para provocar e causar borbulhas nas veias dos puristas mais radicais.


A lista abaixo reúne algumas destas "reinterpretações" mais históricas. Algumas são excelentes e conseguem ser até melhores do que as originais. Outras são tenebrosas e ponto final. Umas poucas se classificam como simplesmente satisfatórias, do tipo "tanto faz como tanto fez" (fazendo com que a gente se pergunte: por que diabos eles gravaram isso mesmo?). E, é claro, existem as que são completamente vexaminosas – e é com estas que a gente se diverte horrores.

E sim, a gente tem plena consciência de que vocês vão se lembrar de outras tantas que não estão aqui presentes. E também temos certeza de que vocês podem não concordar com alguns (talvez com todos) os pontos de vista abordados aqui. Paciência. É para isso que existem os comentários. :-)

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CHILDREN OF BODOM cantando BRITNEY SPEARS

A música: "Oops! I Did It Again"

O original: No disco "Oops! I Did It Again" (2000)

A regravação: No single de "In Your Face" e na versão japonesa do disco "Are You Dead Yet?" (2005)

O resultado: Nós ficamos imaginando como deve ter sido a reação do empresário da musa teen pop norte-americana ao receber a seguinte notícia: uma obscura banda de metal extremo da Finlândia gostaria de obter os direitos para fazer um cover de "Oops!.I Did It Again". "Além do fato de ser obviamente uma piada, queríamos escolher algo que definitivamente chocasse e surpreendesse as pessoas", afirma o frontman Alex Laiho. Mas ele se diverte ao ver que muitos afirmam ter "perdido o respeito" por eles depois da escolha desta música. "É muito divertido para nós ler este tipo de bobagem. As pessoas levam isso mesmo a sério. Cara, quem são vocês para dizer que eu não faço mais metal?".

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GAMMA RAY cantando PET SHOP BOYS

A música: "It's a Sin"

O original: No disco "Actually" (1987)

A regravação: No disco "Power Plant" (1999)

O resultado: Como era de se esperar, os fãs reclamaram horrores. "Mas como assim, fazer um cover dos Pet Shop Boys? Será que o Kai Hansen pirou?". Na verdade, até o hoje o fato é considerado por muitos como uma mancha no passado do grupo alemão, por mostrar a rendição de uma banda de heavy metal a um ícone pop. Sejamos sinceros e sem frescuras: a canção é uma das melhores do disco e não poderia ter ficado mais...heavy metal. Basta comparar as duas canções para perceber o quanto os teclados do duo da loja de animais se tornaram poderosas guitarras gritantes.

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SHAKIRA cantando AC/DC

A música: "Back In Black"

O original: No disco "Back in Black" (1980)

A regravação: No disco "Live & Off The Record" (2004)

O resultado: "Back in Black" é a canção-hino do AC-DC, assim como "Satisfaction" é emblemática dos Rolling Stones e "Smoke On The Water" é o clássico absoluto do Deep Purple. "Sou uma fã alucinada do AC/DC. Eu mataria pela música dos anos 80, especialmente AC/DC. Queria fazer o cover desta música e esta foi a oportunidade perfeita para isso ", confessou a própria Shakira, em entrevista ao canal VH1. Mas se ela gostava tanto desta canção, por que diabos acabar com ela deste jeito? Cadê aquele riff inesquecível? "Back in Black" virou uma bizarra baladinha acústica. Menos mal. Pelo menos não foi a Celine Dion (Ou alguém esqueceu de "You Shook Me All Night Long"?).

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CAKE cantando GLORIA GAYNOR

A música: "I Will Survive"

O original: No disco "Love Tracks" (1979)

A regravação: No disco "Fashion Nugget" (1996)

O resultado: É simplesmente impressionante ver como uma das bandas mais inclassificáveis e à prova de rótulos do rock alternativo transformou um dos maiores hits gays da disco music em uma melancólica balada meio folk, meio country. Mais do que qualquer faixa listada neste artigo, transformou-se em uma música absolutamente diferente da original.

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JOHNNY CASH cantando U2

A música: "One"

O original: No disco "Achtung Baby" (1991)

A regravação: No disco "American III: Solitary Man" (2000)

O resultado: Já sob a ação da idade, o homem de preto Johnny Cash transcende as fronteiras da sua soturna música country e, justamente em seu primeiro disco de estúdio depois do diagnóstico do Mal de Parkinson em 97, resolve fazer uma releitura de "One", dos irlandeses do U2. Justamente uma das canções mais famosas do álbum no qual Bono e sua trupe se reinventaram e começaram explorações eletrônicas e psicodélicas, diretamente inspirados em um certo camaleão britânico. O que aconteceu? Ficou brilhante. Simples assim.

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PAULO RICARDO cantando QUEEN

A música: "Love of My Life"

O original: No disco "A Night At The Opera" (1975)

A regravação: No disco "O Amor Me Escolheu" (1999)

O resultado: Embora o El Cid quase tenha enfartado ao ver esta faixa no meio de todas as outras, não dá para negar que o lado "bizarro" desta história é muito evidente - bem mais até do que o "fascinante". Depois de abandonar, pela primeira vez, o posto de frontman do RPM, Paulo Ricardo tentou se transformar em cantor romântico e gravou até música de abertura para novela mexicana do SBT. Quando começou a cantar, ao vivo, "Love Of My Life", logo viria a sua versão em português: "Felicidade". Acompanhe: "Felicidade eu não sei / De você, nem de mim / Deixei que você se fosse / Agora sofro". E ainda teve uma versão espanhol para um tributo latino: "Amor de Mi Vida". Faça o sinal da cruz, por favor.

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MEGADETH cantando NANCY SINATRA

A música: "These Boots.Are Made For Walkin'"

O original: No disco "Boots" (1966)

A regravação: No disco "Killing Is My Business...And Business Is Good!" (1985)

O resultado: Quem viu a rebolativa Jessica Simpson cantando a sua versão para "These Boots...", de Nancy Sinatra, na trilha de "Os Gatões", mal podia imaginar que, mais de duas décadas antes, Dave Mustaine cantou a mesma canção no disco de estréia do Megadeth. Na verdade, Mustaine fez muito mais uma paródia do que qualquer outra coisa, com palavrões e afins. Quando o disco começou a vender bem, Lee Hazlewood, compositor original da canção, começou a pedir que ela fosse retirada do disco por se tratar de uma "perversão". Mustaine contra-atacou dizendo que Hazlewood recebeu os direitos autorais pela música muitos anos antes de começar a reclamar. De qualquer forma, "These Boots" acabou sendo omitida, e uma versão censurada da música pode ser encontrada na versão "deluxe" do disco, lançada em 2002.

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MARILYN MANSON cantando MADONNA

A música: "Justify My Love"

O original: No disco "Immaculate Collection" (1990)

A regravação: Na fita demo, sem nome, da banda ainda chamada "Marilyn Manson & The Spooky Kids"

O resultado: Veja bem. Manson e seu arquétipo andrógino sempre estiveram ligados ao sexo. Madonna também. Manson adora andar por aí em minúsculas e provocantes roupas de couro. Madonna, pelo menos até algum tempo atrás, também gostava (e, se bobear, os dois usavam rigorosamente AS MESMAS roupas). Dizem as más línguas que Manson faz sexo com qualquer coisa que se mova. E as mesmas línguas diziam o mesmo de Madonna nos anos 80. Pensando bem, Manson e Madonna combinam mais do que parece. Há quem diga até que Manson é uma espécie de "Madonna do inferno". Não poderia ter havido melhor escolha.

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DEEP PURPLE cantando IKE & TINA TURNER

A música: "River Deep - Mountain High"

O original: No disco "River Deep - Mountain High" (1966)

A regravação: No disco "The Book of Taliesyn" (1969)

O resultado: Um dos grandes sucessos da black music da época, a romântica "River Deep - Mountain High" ganhou cara nova na interpretação de um Deep Purple ainda em começo de carreira, já com a trinca Ritchie Blackmore, Jon Lord e Ian Paice.- mas sem a voz de Ian Gillan. Na época, o vocalista era Rod Evans, muito mais temperado e tranqüilo e com alcance bem menor do que Paice. O Purple era muito mais progressivo e bem menos hard rock, e a canção (sucesso com as Supremes na década de 70) ganhou respeitáveis 10 minutos de duração. Haja fôlego.

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LIMP BIZKIT cantando GEORGE MICHAEL

A música: "Faith"

O original: No disco "Faith" (1987)

A regravação: No disco "Three Dollar Bill, Y'All" (1997)

O resultado: Exatos dez anos depois de George Michael ultrapassar as mais de 10 milhões de cópias vendidas e se tornar o primeiro artista branco a atingir o primeiro lugar nas paradas de R&B, vem um sujeitinho arrogante como Fred Durst, vocalista do Limp Bizkit, e perverte a música inserindo guitarras e dando uma dose de peso que faria os dançarinos que se esbaldavam com "Faith" na década de 80 ficarem de cabelos em pé. E quer saber o pior? Ficou bom. Mesmo. Uma paulada na orelha.

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JUDAS PRIEST cantando JOAN BAEZ

A música: "Diamonds and Rust"

O original: No disco "Diamonds & Rust" (1975)

A regravação: No disco "Sin After Sin" (1977)

O resultado: Como ficaria uma baladinha folk, toda bonitinha e simpática, nas mãos de ninguém menos do que os deuses do metal? Fenomenal, a gente responde. Segundo os críticos especializados, uma das melhores escolhas de covers para ser executado por uma banda de heavy metal...e que, diabos, continua sendo tão bonitinha quanto era quando cantada por Joan Baez. A canção coube como uma luva na voz de Rob Halford - e tanto é que se tornou um respeitável sucesso nas paradas inglesas e até hoje faz parte do set-list dos shows da banda.

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GUNS 'N' ROSES cantando CHRISTINA AGUILERA

A música: "Beautiful"

A regravação: Somente em recentes apresentações ao vivo.

O resultado: Como se não bastasse o fato de que a trupe de Axl Rose tem um novo disco de estúdio eternamente prometido para o mês que vem, os fãs que ainda se preocupam com o futuro dos Guns 'n' Roses acompanharam as notícias dos shows mais recentes e descobriram que os caras estão cantando um cover para "Beautiful", da musa teen Christina Aguilera. É bem verdade que a canção foi escrita por Linda Perry, ex-frontwoman das 4-Non Blondes. Mas...que medo. No fim das contas, quem pôde conferir percebeu que se trata de uma versão pesada e absolutamente Guns 'n' Roses. Menos mal. Vai que o Axl resolve chamar a Christina para cantar junto?

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ANTHRAX cantando THE TEMPTATIONS

A música: "Ball of Confusion"

O original: No single de "Ball of Confusion (That's What the World is Today)" (1970)

A regravação: No disco "Return Of The Killer A's" (1999)

O resultado: Os primeiros são um grupo cantante norte-americano de Detroit cujo repertório variava de soul a funk, passando por disco e R&B. Já os outros são uma banda de Nova York, considerados um dos quatro maiores nomes do thrash metal ianque ao lado do Metallica, do Megadeth e do Slayer. A fusão não poderia ser mais divertida - ainda mais com o antigo vocalista, Joey Belladonna, cantando ao lado do novo vocalista, John Bush. Dá para fazer porrada com suíngue? Claro que dá.

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FOO FIGHTERS cantando PRINCE

A música: "Darling Nikki"

O original: No disco "Purple Rain" (1984)

A regravação: No single "Have It All", como lado B (2003)

O resultado: Originalmente, o forte conteúdo sexual de "Darling Nikki" causou tanto reboliço na época de seu lançamento que fez com que Tipper Gore fundasse o grupo Parents Music Resource Center, mais tarde responsável pela inclusão do selo "Parental Advisory" nas capas dos discos. Assim sendo, era de se esperar que a canção fosse ideal para uma banda de rock. Embora não tenha sido lançada oficialmente como um single, a versão dos Foo Fighters alcançou relativo sucesso na rádio ianque American Modern Rock, ficando em 15º lugar nas paradas de sucesso do ano.

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SEPULTURA cantando DEVO

A música: "Mongoloid"

O original: No disco "Q: Are We Not Men? A: We Are Devo!" (1978)

A regravação: No disco "Revolusongs" (2003)

O resultado: Entre covers de bandas tão diversas como Messiah, Exodus, Massive Attack, Jane's Addiction e Public Enemy, não é a versão do Sepultura para "Bullet The Blue Sky", do U2, que mais chama atenção - mas sim a sua bizarra (e divertida) interpretação para o clássico "Mongoloid", do Devo. Se você não sabe o que é o Devo, deveria se envergonhar - mas a gente explica: um grupo de carinhas esquisitos, totalmente nerds, aficionados por rock e tecnologia, fazendo um som pop eletrônico básico...mas tão esquisito quanto seus figurinos. Agora imagine isso com a voz gutural do Derrick Green, cantando (ou seria urrando?): "Mongoloid he was a mongoloid / Happier than you and me / Mongoloid he was a mongoloid / And it determined what he could see". Fascinante.

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TORI AMOS cantando SLAYER

A música: "Raining Blood"

O original: No disco "Reign in Blood" (1986)

A regravação: No disco "Strange Little Girls" (2001)

O resultado: O clássico absoluto da banda de thrash metal absoluta caiu nas mãos de uma ruivinha de expressão tranqüila e que canta quase sussurrado. Em seu próprio disco de covers, Tori Amos reinterpreta canções de Velvet Underground, Depeche Mode, Neil Young, Tom Waits... e Slayer. Com a monstruosa "Raining Blood", a maluquinha dá tons delicados à canção, imprimindo altas doses de emoção mesmo ao quase declamar a letra que fala sobre um céu aberto se derramando em sangue, horrores do purgatório e afins. Irreconhecível.

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THE HELLACOPTERS cantando WILSON PICKETT

A música: "A Man And A Half"

O original: No disco "Hey Jude" (1969)

A regravação: No disco "Respect The Rock America" (1999, split com a banda Gluecifer)

O resultado: Caso você não se lembre do nome Wilson Pickett, basta dizer que o sujeito é um dos mais reverenciados nomes da soul music norte-americana, responsável por sucessos inesquecíveis como "In The Midnight Hour". A faixa "A Man and a Half" é um daqueles típicos exemplares de soul do Sul dos EUA - e os suecos do Hellacopters a transformaram em uma paulada cheia de energia e adrenalina que, no fundo, deixaria o próprio Pickett deveras orgulhoso ao ver quanta pilha suas canções ainda podem ter. Eletricidade pura.

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CAETANO VELOSO cantando NIRVANA

A música: "Come As You Are"

O original: No disco "Nevermind" (1991)

A regravação: No disco "A Foreign Sound" (2004)

O resultado: Honestamente, consegue soar ainda mais bizarro do que o Paulo Ricardo cantando Queen. O resultado final é exatamente como você está pensando: um velho músico preso aos paradigmas do passado e apoiado no senso comum da velha crítica que o coloca como o monarca da nossa MPB, tentando parecer jovem e descolado...mas mostrando-se dolorosamente datado e forçado. Dá até para imaginar o quão desconfortável Caetano estaria ao gravar esta canção, banquinho e violãozinho, como um João Gilberto pós-moderno dedilhando "Smells Like Teen Spirit". Alguém chame a Cássia Eller de volta, por favor.

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HELLOWEEN cantando ABBA

A música: "Lay All Your Love On Me"

O original: No disco "Super Trouper" (1980)

A regravação: No disco "Metal Jukebox" (1999)

O resultado: Seguindo a tendência da maior parte das bandas de heavy metal, o Helloween também seguiu em frente com o seu disco de covers. Focus, Jethro Tull, Faith No More, Scorpions, Beatles, David Bowie e.ABBA??????? Pois é. Os fãs pentelhos, é claro, chiaram. De novo. E de novo. Não ligue para eles: a versão dos alemães ficou excelente, tão cantante e bonitinha quanto a original, mas muito mais pauleira. Pedal duplo na veia. Homofóbicos, por favor, os comentários são dispensáveis.

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PAUL ANKA cantando BON JOVI

A música: "It's My Life"

O original: No disco "Crush" (2000)

A regravação: No disco "Rock Swings" (2005)

O resultado: Paul Anka começou a carreira nos anos 50 como um roqueiro mas, assim como nosso Roberto Carlos, acabou se enveredando pelas searas românticas. Tornou-se um conhecido cantor de cassinos de Las Vegas, sempre acompanhado de sua big band. Agora, com seus mais de 60 anos, o cara cismou de lançar um disco com regravações de clássicos roqueiros - todas muito mais, como dizer, "suíngadas", cheias daquela levada típica do Ray Conniff. Tem Van Halen, tem Oasis, tem R.E.M., tem Soundgarden, tem Nirvana, tem Billy Idol e The Cure. Todas valem à pena uma conferida - mas o que ele fez com o Bon Jovi é absolutamente impagável.

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TESTAMENT cantando AEROSMITH

A música: "Nobody's Fault"

O original: No disco "Rocks" (1975)

A regravação: No disco "The New Order" (1988)

O resultado: Já em seu primeiro disco, os norte-americanos do Testament provaram todo o seu potencial para desafiar a hegemonia do Metallica no pódio do thrash metal das terras do Tio Sam. No segundo álbum, considerado a prova de fogo do mercado fonográfico, a banda foi ainda mais além e disparou um petardo de tirar o fôlego. E ainda ousou, fazendo um cover de uma banda de hard rock que sempre andou no limiar da música pop. Mas há de se convir: a letra apocalíptica da música casou perfeitamente com o tom pesado da versão do Testament: "Lord I must be dreamin' / What else could this be / Everybody's screamin' / Runnin' for the sea". Trilha-sonora do fim do mundo.

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BLIND GUARDIAN cantando BEACH BOYS

A música: "Surfin' USA"

O original: No disco "Surfin' USA" (1963)

A regravação: No disco "Forgotten Tales" (1996)

O resultado: Em seu segundo disco, "Follow The Blind", os bardos alemães já tinham revisitado Brian Wilson e sua turma com "Barbara Ann" - que é basicamente uma versão com a mais levada, só que com guitarras mais pesadas e os vocais rasgados de Hansi. "Surfin' USA", no entanto é um caso à parte: a canção começa igualzinha à dos Beach Boys, toda bonitinha, para cantar na praia. Aos poucos, o dia vai escurecendo, as nuvens começam a surgir e um vento forte toma conta da praia, deixando a canção mais acelerada e vibrante. No final, já dá para bater cabeça como em qualquer outra canção do Blind Guardian, virando uma espécie de "Beach Boys demoníaco".

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ANGRA cantando KATE BUSH

A música: "Wuthering Heights"

O original: No disco "The Kick Inside" (1978)

A regravação: No disco "Angels Cry" (1993)

O resultado: Em seu álbum de estréia, ainda sem as influências brasileiras que moldariam seu som a partir de "Holy Land", os brasileiros do Angra apostaram no gogó privilegiado de André Matos para mandar ver uma versão de "Wuthering Heights", da pop diva inglesa Kate Bush. Os agudos que ele alcança são para deixar muita vocalista morrendo de inveja. E é fato: a canção ajudou, na época, a causar uma enorme confusão entre os fãs de metal recém-apresentados ao Angra, que chegavam a acreditar tratar-se de uma garota nos vocais.

Os covers mais inusitados da história

Por Thiago (El Cid) Cardim | Em 05/10/07

Reza a lenda que, depois que surgiu a primeira banda de rock, imediatamente apareceu uma segunda disposta a tocar covers da anterior. O fato é que, piadas infames à parte, as versões fazem parte constante do mundo da música hoje e sempre. São passagens inevitáveis, tornando-se parte da discografia oficial ou momentos marcantes de shows ao vivo. Mesmo os grandes medalhões não resistem a revisitar seus grandes mestres e influências ao tocar covers de clássicos que mudaram suas vidas – ou, quem sabe, a dar nova cara (e por vezes até conteúdo) a canções de artistas radicalmente diferentes, apenas para provocar e causar borbulhas nas veias dos puristas mais radicais.


A lista abaixo reúne algumas destas "reinterpretações" mais históricas. Algumas são excelentes e conseguem ser até melhores do que as originais. Outras são tenebrosas e ponto final. Umas poucas se classificam como simplesmente satisfatórias, do tipo "tanto faz como tanto fez" (fazendo com que a gente se pergunte: por que diabos eles gravaram isso mesmo?). E, é claro, existem as que são completamente vexaminosas – e é com estas que a gente se diverte horrores.

E sim, a gente tem plena consciência de que vocês vão se lembrar de outras tantas que não estão aqui presentes. E também temos certeza de que vocês podem não concordar com alguns (talvez com todos) os pontos de vista abordados aqui. Paciência. É para isso que existem os comentários. :-)

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CHILDREN OF BODOM cantando BRITNEY SPEARS

A música: "Oops! I Did It Again"

O original: No disco "Oops! I Did It Again" (2000)

A regravação: No single de "In Your Face" e na versão japonesa do disco "Are You Dead Yet?" (2005)

O resultado: Nós ficamos imaginando como deve ter sido a reação do empresário da musa teen pop norte-americana ao receber a seguinte notícia: uma obscura banda de metal extremo da Finlândia gostaria de obter os direitos para fazer um cover de "Oops!.I Did It Again". "Além do fato de ser obviamente uma piada, queríamos escolher algo que definitivamente chocasse e surpreendesse as pessoas", afirma o frontman Alex Laiho. Mas ele se diverte ao ver que muitos afirmam ter "perdido o respeito" por eles depois da escolha desta música. "É muito divertido para nós ler este tipo de bobagem. As pessoas levam isso mesmo a sério. Cara, quem são vocês para dizer que eu não faço mais metal?".

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GAMMA RAY cantando PET SHOP BOYS

A música: "It's a Sin"

O original: No disco "Actually" (1987)

A regravação: No disco "Power Plant" (1999)

O resultado: Como era de se esperar, os fãs reclamaram horrores. "Mas como assim, fazer um cover dos Pet Shop Boys? Será que o Kai Hansen pirou?". Na verdade, até o hoje o fato é considerado por muitos como uma mancha no passado do grupo alemão, por mostrar a rendição de uma banda de heavy metal a um ícone pop. Sejamos sinceros e sem frescuras: a canção é uma das melhores do disco e não poderia ter ficado mais...heavy metal. Basta comparar as duas canções para perceber o quanto os teclados do duo da loja de animais se tornaram poderosas guitarras gritantes.

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SHAKIRA cantando AC/DC

A música: "Back In Black"

O original: No disco "Back in Black" (1980)

A regravação: No disco "Live & Off The Record" (2004)

O resultado: "Back in Black" é a canção-hino do AC-DC, assim como "Satisfaction" é emblemática dos Rolling Stones e "Smoke On The Water" é o clássico absoluto do Deep Purple. "Sou uma fã alucinada do AC/DC. Eu mataria pela música dos anos 80, especialmente AC/DC. Queria fazer o cover desta música e esta foi a oportunidade perfeita para isso ", confessou a própria Shakira, em entrevista ao canal VH1. Mas se ela gostava tanto desta canção, por que diabos acabar com ela deste jeito? Cadê aquele riff inesquecível? "Back in Black" virou uma bizarra baladinha acústica. Menos mal. Pelo menos não foi a Celine Dion (Ou alguém esqueceu de "You Shook Me All Night Long"?).

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CAKE cantando GLORIA GAYNOR

A música: "I Will Survive"

O original: No disco "Love Tracks" (1979)

A regravação: No disco "Fashion Nugget" (1996)

O resultado: É simplesmente impressionante ver como uma das bandas mais inclassificáveis e à prova de rótulos do rock alternativo transformou um dos maiores hits gays da disco music em uma melancólica balada meio folk, meio country. Mais do que qualquer faixa listada neste artigo, transformou-se em uma música absolutamente diferente da original.

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JOHNNY CASH cantando U2

A música: "One"

O original: No disco "Achtung Baby" (1991)

A regravação: No disco "American III: Solitary Man" (2000)

O resultado: Já sob a ação da idade, o homem de preto Johnny Cash transcende as fronteiras da sua soturna música country e, justamente em seu primeiro disco de estúdio depois do diagnóstico do Mal de Parkinson em 97, resolve fazer uma releitura de "One", dos irlandeses do U2. Justamente uma das canções mais famosas do álbum no qual Bono e sua trupe se reinventaram e começaram explorações eletrônicas e psicodélicas, diretamente inspirados em um certo camaleão britânico. O que aconteceu? Ficou brilhante. Simples assim.

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PAULO RICARDO cantando QUEEN

A música: "Love of My Life"

O original: No disco "A Night At The Opera" (1975)

A regravação: No disco "O Amor Me Escolheu" (1999)

O resultado: Embora o El Cid quase tenha enfartado ao ver esta faixa no meio de todas as outras, não dá para negar que o lado "bizarro" desta história é muito evidente - bem mais até do que o "fascinante". Depois de abandonar, pela primeira vez, o posto de frontman do RPM, Paulo Ricardo tentou se transformar em cantor romântico e gravou até música de abertura para novela mexicana do SBT. Quando começou a cantar, ao vivo, "Love Of My Life", logo viria a sua versão em português: "Felicidade". Acompanhe: "Felicidade eu não sei / De você, nem de mim / Deixei que você se fosse / Agora sofro". E ainda teve uma versão espanhol para um tributo latino: "Amor de Mi Vida". Faça o sinal da cruz, por favor.

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MEGADETH cantando NANCY SINATRA

A música: "These Boots.Are Made For Walkin'"

O original: No disco "Boots" (1966)

A regravação: No disco "Killing Is My Business...And Business Is Good!" (1985)

O resultado: Quem viu a rebolativa Jessica Simpson cantando a sua versão para "These Boots...", de Nancy Sinatra, na trilha de "Os Gatões", mal podia imaginar que, mais de duas décadas antes, Dave Mustaine cantou a mesma canção no disco de estréia do Megadeth. Na verdade, Mustaine fez muito mais uma paródia do que qualquer outra coisa, com palavrões e afins. Quando o disco começou a vender bem, Lee Hazlewood, compositor original da canção, começou a pedir que ela fosse retirada do disco por se tratar de uma "perversão". Mustaine contra-atacou dizendo que Hazlewood recebeu os direitos autorais pela música muitos anos antes de começar a reclamar. De qualquer forma, "These Boots" acabou sendo omitida, e uma versão censurada da música pode ser encontrada na versão "deluxe" do disco, lançada em 2002.

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MARILYN MANSON cantando MADONNA

A música: "Justify My Love"

O original: No disco "Immaculate Collection" (1990)

A regravação: Na fita demo, sem nome, da banda ainda chamada "Marilyn Manson & The Spooky Kids"

O resultado: Veja bem. Manson e seu arquétipo andrógino sempre estiveram ligados ao sexo. Madonna também. Manson adora andar por aí em minúsculas e provocantes roupas de couro. Madonna, pelo menos até algum tempo atrás, também gostava (e, se bobear, os dois usavam rigorosamente AS MESMAS roupas). Dizem as más línguas que Manson faz sexo com qualquer coisa que se mova. E as mesmas línguas diziam o mesmo de Madonna nos anos 80. Pensando bem, Manson e Madonna combinam mais do que parece. Há quem diga até que Manson é uma espécie de "Madonna do inferno". Não poderia ter havido melhor escolha.

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DEEP PURPLE cantando IKE & TINA TURNER

A música: "River Deep - Mountain High"

O original: No disco "River Deep - Mountain High" (1966)

A regravação: No disco "The Book of Taliesyn" (1969)

O resultado: Um dos grandes sucessos da black music da época, a romântica "River Deep - Mountain High" ganhou cara nova na interpretação de um Deep Purple ainda em começo de carreira, já com a trinca Ritchie Blackmore, Jon Lord e Ian Paice.- mas sem a voz de Ian Gillan. Na época, o vocalista era Rod Evans, muito mais temperado e tranqüilo e com alcance bem menor do que Paice. O Purple era muito mais progressivo e bem menos hard rock, e a canção (sucesso com as Supremes na década de 70) ganhou respeitáveis 10 minutos de duração. Haja fôlego.

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LIMP BIZKIT cantando GEORGE MICHAEL

A música: "Faith"

O original: No disco "Faith" (1987)

A regravação: No disco "Three Dollar Bill, Y'All" (1997)

O resultado: Exatos dez anos depois de George Michael ultrapassar as mais de 10 milhões de cópias vendidas e se tornar o primeiro artista branco a atingir o primeiro lugar nas paradas de R&B, vem um sujeitinho arrogante como Fred Durst, vocalista do Limp Bizkit, e perverte a música inserindo guitarras e dando uma dose de peso que faria os dançarinos que se esbaldavam com "Faith" na década de 80 ficarem de cabelos em pé. E quer saber o pior? Ficou bom. Mesmo. Uma paulada na orelha.

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JUDAS PRIEST cantando JOAN BAEZ

A música: "Diamonds and Rust"

O original: No disco "Diamonds & Rust" (1975)

A regravação: No disco "Sin After Sin" (1977)

O resultado: Como ficaria uma baladinha folk, toda bonitinha e simpática, nas mãos de ninguém menos do que os deuses do metal? Fenomenal, a gente responde. Segundo os críticos especializados, uma das melhores escolhas de covers para ser executado por uma banda de heavy metal...e que, diabos, continua sendo tão bonitinha quanto era quando cantada por Joan Baez. A canção coube como uma luva na voz de Rob Halford - e tanto é que se tornou um respeitável sucesso nas paradas inglesas e até hoje faz parte do set-list dos shows da banda.

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GUNS 'N' ROSES cantando CHRISTINA AGUILERA

A música: "Beautiful"

A regravação: Somente em recentes apresentações ao vivo.

O resultado: Como se não bastasse o fato de que a trupe de Axl Rose tem um novo disco de estúdio eternamente prometido para o mês que vem, os fãs que ainda se preocupam com o futuro dos Guns 'n' Roses acompanharam as notícias dos shows mais recentes e descobriram que os caras estão cantando um cover para "Beautiful", da musa teen Christina Aguilera. É bem verdade que a canção foi escrita por Linda Perry, ex-frontwoman das 4-Non Blondes. Mas...que medo. No fim das contas, quem pôde conferir percebeu que se trata de uma versão pesada e absolutamente Guns 'n' Roses. Menos mal. Vai que o Axl resolve chamar a Christina para cantar junto?

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ANTHRAX cantando THE TEMPTATIONS

A música: "Ball of Confusion"

O original: No single de "Ball of Confusion (That's What the World is Today)" (1970)

A regravação: No disco "Return Of The Killer A's" (1999)

O resultado: Os primeiros são um grupo cantante norte-americano de Detroit cujo repertório variava de soul a funk, passando por disco e R&B. Já os outros são uma banda de Nova York, considerados um dos quatro maiores nomes do thrash metal ianque ao lado do Metallica, do Megadeth e do Slayer. A fusão não poderia ser mais divertida - ainda mais com o antigo vocalista, Joey Belladonna, cantando ao lado do novo vocalista, John Bush. Dá para fazer porrada com suíngue? Claro que dá.

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FOO FIGHTERS cantando PRINCE

A música: "Darling Nikki"

O original: No disco "Purple Rain" (1984)

A regravação: No single "Have It All", como lado B (2003)

O resultado: Originalmente, o forte conteúdo sexual de "Darling Nikki" causou tanto reboliço na época de seu lançamento que fez com que Tipper Gore fundasse o grupo Parents Music Resource Center, mais tarde responsável pela inclusão do selo "Parental Advisory" nas capas dos discos. Assim sendo, era de se esperar que a canção fosse ideal para uma banda de rock. Embora não tenha sido lançada oficialmente como um single, a versão dos Foo Fighters alcançou relativo sucesso na rádio ianque American Modern Rock, ficando em 15º lugar nas paradas de sucesso do ano.

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SEPULTURA cantando DEVO

A música: "Mongoloid"

O original: No disco "Q: Are We Not Men? A: We Are Devo!" (1978)

A regravação: No disco "Revolusongs" (2003)

O resultado: Entre covers de bandas tão diversas como Messiah, Exodus, Massive Attack, Jane's Addiction e Public Enemy, não é a versão do Sepultura para "Bullet The Blue Sky", do U2, que mais chama atenção - mas sim a sua bizarra (e divertida) interpretação para o clássico "Mongoloid", do Devo. Se você não sabe o que é o Devo, deveria se envergonhar - mas a gente explica: um grupo de carinhas esquisitos, totalmente nerds, aficionados por rock e tecnologia, fazendo um som pop eletrônico básico...mas tão esquisito quanto seus figurinos. Agora imagine isso com a voz gutural do Derrick Green, cantando (ou seria urrando?): "Mongoloid he was a mongoloid / Happier than you and me / Mongoloid he was a mongoloid / And it determined what he could see". Fascinante.

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TORI AMOS cantando SLAYER

A música: "Raining Blood"

O original: No disco "Reign in Blood" (1986)

A regravação: No disco "Strange Little Girls" (2001)

O resultado: O clássico absoluto da banda de thrash metal absoluta caiu nas mãos de uma ruivinha de expressão tranqüila e que canta quase sussurrado. Em seu próprio disco de covers, Tori Amos reinterpreta canções de Velvet Underground, Depeche Mode, Neil Young, Tom Waits... e Slayer. Com a monstruosa "Raining Blood", a maluquinha dá tons delicados à canção, imprimindo altas doses de emoção mesmo ao quase declamar a letra que fala sobre um céu aberto se derramando em sangue, horrores do purgatório e afins. Irreconhecível.

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THE HELLACOPTERS cantando WILSON PICKETT

A música: "A Man And A Half"

O original: No disco "Hey Jude" (1969)

A regravação: No disco "Respect The Rock America" (1999, split com a banda Gluecifer)

O resultado: Caso você não se lembre do nome Wilson Pickett, basta dizer que o sujeito é um dos mais reverenciados nomes da soul music norte-americana, responsável por sucessos inesquecíveis como "In The Midnight Hour". A faixa "A Man and a Half" é um daqueles típicos exemplares de soul do Sul dos EUA - e os suecos do Hellacopters a transformaram em uma paulada cheia de energia e adrenalina que, no fundo, deixaria o próprio Pickett deveras orgulhoso ao ver quanta pilha suas canções ainda podem ter. Eletricidade pura.

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CAETANO VELOSO cantando NIRVANA

A música: "Come As You Are"

O original: No disco "Nevermind" (1991)

A regravação: No disco "A Foreign Sound" (2004)

O resultado: Honestamente, consegue soar ainda mais bizarro do que o Paulo Ricardo cantando Queen. O resultado final é exatamente como você está pensando: um velho músico preso aos paradigmas do passado e apoiado no senso comum da velha crítica que o coloca como o monarca da nossa MPB, tentando parecer jovem e descolado...mas mostrando-se dolorosamente datado e forçado. Dá até para imaginar o quão desconfortável Caetano estaria ao gravar esta canção, banquinho e violãozinho, como um João Gilberto pós-moderno dedilhando "Smells Like Teen Spirit". Alguém chame a Cássia Eller de volta, por favor.

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HELLOWEEN cantando ABBA

A música: "Lay All Your Love On Me"

O original: No disco "Super Trouper" (1980)

A regravação: No disco "Metal Jukebox" (1999)

O resultado: Seguindo a tendência da maior parte das bandas de heavy metal, o Helloween também seguiu em frente com o seu disco de covers. Focus, Jethro Tull, Faith No More, Scorpions, Beatles, David Bowie e.ABBA??????? Pois é. Os fãs pentelhos, é claro, chiaram. De novo. E de novo. Não ligue para eles: a versão dos alemães ficou excelente, tão cantante e bonitinha quanto a original, mas muito mais pauleira. Pedal duplo na veia. Homofóbicos, por favor, os comentários são dispensáveis.

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PAUL ANKA cantando BON JOVI

A música: "It's My Life"

O original: No disco "Crush" (2000)

A regravação: No disco "Rock Swings" (2005)

O resultado: Paul Anka começou a carreira nos anos 50 como um roqueiro mas, assim como nosso Roberto Carlos, acabou se enveredando pelas searas românticas. Tornou-se um conhecido cantor de cassinos de Las Vegas, sempre acompanhado de sua big band. Agora, com seus mais de 60 anos, o cara cismou de lançar um disco com regravações de clássicos roqueiros - todas muito mais, como dizer, "suíngadas", cheias daquela levada típica do Ray Conniff. Tem Van Halen, tem Oasis, tem R.E.M., tem Soundgarden, tem Nirvana, tem Billy Idol e The Cure. Todas valem à pena uma conferida - mas o que ele fez com o Bon Jovi é absolutamente impagável.

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TESTAMENT cantando AEROSMITH

A música: "Nobody's Fault"

O original: No disco "Rocks" (1975)

A regravação: No disco "The New Order" (1988)

O resultado: Já em seu primeiro disco, os norte-americanos do Testament provaram todo o seu potencial para desafiar a hegemonia do Metallica no pódio do thrash metal das terras do Tio Sam. No segundo álbum, considerado a prova de fogo do mercado fonográfico, a banda foi ainda mais além e disparou um petardo de tirar o fôlego. E ainda ousou, fazendo um cover de uma banda de hard rock que sempre andou no limiar da música pop. Mas há de se convir: a letra apocalíptica da música casou perfeitamente com o tom pesado da versão do Testament: "Lord I must be dreamin' / What else could this be / Everybody's screamin' / Runnin' for the sea". Trilha-sonora do fim do mundo.

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BLIND GUARDIAN cantando BEACH BOYS

A música: "Surfin' USA"

O original: No disco "Surfin' USA" (1963)

A regravação: No disco "Forgotten Tales" (1996)

O resultado: Em seu segundo disco, "Follow The Blind", os bardos alemães já tinham revisitado Brian Wilson e sua turma com "Barbara Ann" - que é basicamente uma versão com a mais levada, só que com guitarras mais pesadas e os vocais rasgados de Hansi. "Surfin' USA", no entanto é um caso à parte: a canção começa igualzinha à dos Beach Boys, toda bonitinha, para cantar na praia. Aos poucos, o dia vai escurecendo, as nuvens começam a surgir e um vento forte toma conta da praia, deixando a canção mais acelerada e vibrante. No final, já dá para bater cabeça como em qualquer outra canção do Blind Guardian, virando uma espécie de "Beach Boys demoníaco".

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ANGRA cantando KATE BUSH

A música: "Wuthering Heights"

O original: No disco "The Kick Inside" (1978)

A regravação: No disco "Angels Cry" (1993)

O resultado: Em seu álbum de estréia, ainda sem as influências brasileiras que moldariam seu som a partir de "Holy Land", os brasileiros do Angra apostaram no gogó privilegiado de André Matos para mandar ver uma versão de "Wuthering Heights", da pop diva inglesa Kate Bush. Os agudos que ele alcança são para deixar muita vocalista morrendo de inveja. E é fato: a canção ajudou, na época, a causar uma enorme confusão entre os fãs de metal recém-apresentados ao Angra, que chegavam a acreditar tratar-se de uma garota nos vocais.